Um morto da guerra descansa numa caneca de leite, a meio da noite, em Luanda. Está um passageiro transformado em serpente no lavabo de um avi o. Um elevador, no Recife, foi desviado para Cuba por alturas do quarto andar. Um hotel em que alguém afirma que dormiu está abandonado há anos. E Plácido Domingo contempla o rio, em Corumbá. O sonho, o delírio, a vergonha, a fé, a pele, a memória, o feitiço, o nome, o ódio e a entrega s o territórios de exílio e, nessa condiç o, lugares de morança.
Misturam-se com uma fluidez voraz: s o fronteiras perdidas, linhas de vida de outra maneira, um catálogo de paisagens oníricas. Histórias que n o s o visíveis mas s o visitáveis. Este livro é um caminho para elas e encerra pequenas sabedorias, sendo a maior: n o existem sítios, apenas posiç es. E como diz um dos percursos: N o há mais lugar de origem.